A direita defende a chamada igualdade formal: a ideia de que todos são iguais perante a lei. Imagine um muro e um campo de futebol. Três pessoas querem assistir ao jogo: uma tem 1,80m, outra 1,50m e a terceira tem 0,5m. Se dermos um banquinho da mesma altura para todos, o mais alto verá ainda melhor, o do meio verá com esforço, e o menor não verá nada. Isso é igualdade formal.
Mas existe o conceito de equidade: de cada um de acordo com suas capacidades, e a cada um de acordo com suas necessidades. Esses três personagens precisam de bancos de alturas diferentes para conseguirem ver o jogo. A esquerda defende essa igualdade material. É por isso que a direita critica programas e ações afirmativas, como o Bolsa Família e o Vale Gás, alegando que todos devem vencer pelo próprio esforço. Eles defendem a meritocracia, ignorando que os pontos de partida são diferentes. O Estado precisa ter políticas públicas para garantir que as oportunidades sejam justas para todos.